Morro de medo do Bicho Papão!!! Principalmente quando ele olha prá mim com um olho grande, geralmente o esquerdo. O outro pequeno. Nossa...... que pânico! Todo Bicho Papão fica em baixo da cama. O meu não! O meu fica na mesinha de cabeceira. Quase sempre deito tarde, vida-moderna-agitada. Sinto ele fica ali, só me observando. Fica com aqueles olhos enormes, olhando prá mim. Dá um tempinho, pisca, mais outro tempinho, pisca de novo. E assim vai. Queria poder encará-lo de frente, todos os dias, como faço às vezes. Olho no olho! Os dois olhões dele, contra meus dois olhinhos, metidos a valente. Ahhh!!.....Mas um dia eu hei de pegá-lo com as duas mãos. E sem dó, nem piedade, jogá-lo contra a parede, sem um pingo de remorso. Aí sim,.......estarei vingada!!! A palavra é forte, eu sei, mas, ele me persegue à muitos anos. Mesmo que eu precise resgatá-lo depois antes, preciso me livrar dele. O Bicho Papão é muito cruel!!!....Não dá trégua, faça chuva, faça sol, frio ou calor, lá está ele, pronto para rasgar a garganta num grito alucinante. Hoje mesmo foi terrível. Acordei sem coragem para olhar, sabia que ele estava daquela forma horrível. - Olho direito pequeno, olho esquerdo grandão. Virei de um lado para outro, ainda não estava na minha hora,......Não consegui pregar mais os olhos. O Bicho Papão estava lá, olhando prá mim. Ora pisca, dá um tempinho, pisca de novo. Tive que levantar. Tomei um banho e estava pronta prá luta diária. Tudo bem, passou. Começa o dia. Esqueço o Bicho Papão. Sei que quando chegar em casa, depois de um longo dia de trabalho, tomar meu banho - talvez comer alguma coisa , e ler Laurentino Gomes - 1808, começado semana passada. Já estou preocupada com ele. não posso fazer muita hora. Amo ler, gosto muito de dormir mas, definitivamente, cama não combina com leitura. Me dá tanto sono. Penso no Bicho Papão. Preciso dormir e ele está lá, na mesinha da cabeceira, me olhando com aqueles dois olhos enormes, só esperando o tempo dele. Durmo em poucos minutos, sem ler uma página completa. Nem me lembro mais do meu arquiinimigo que pisca, dá um tempinho e pisca de novo. Parece que fica esperando que eu caia num sono profundo, desconectada de tudo e de todos. Esquecida dele. O Bicho Papão, espera pacientemente, fica só observando, pronto para fechar aquele olhinho direito, arregalar bem o esquerdo, afiar a garganta e começar a gritar:-Pi, pi, pi, piiiiii - Pi, pi, pi, piiiiii - Pi, pi, pi, piiiiii - Pi, pi, pi, piiiiii - Pi, pi, pi, piiiiiiiiiiii......Estico o braço, tento achar aquele bentido botãozinho, que nunca está lá, no lugar. Penso comigo mesmo, ainda sonolenta:-Um dia, ainda te jogo na parede!
Ahhh!!!......Se jogo!!! Que venha o dia, estou pronta!
Meu bicho papão é biológico. Vive em mim. (adoro quando você exercita sua veia de escritora)
ResponderExcluirAi que bom Si, assim fico mais tranquila. A gente sempre acha que louco, cheio de manias, só a gente, né?rsrsrs...Agora, "veia de escritora", foi o máximo! Apesar da responsabilidade, adorei. Nunca mais tiro sangue! Não quero correr o risco de me enfraquecer poéticamente...kkkkkk...
ResponderExcluirTan Tan
ResponderExcluirMeu bicho-papão me libertou do "cativeiro", há pouco....sem comentários! Mas, ele ainda está por perto, me rondando, me testando....mas, não vou deixar ele me vencer. Cresci, sou grande e NÃO PRECISO, NÃO POSSO E NÃO QUERO mais TER MEDO DELE! Beijos....
Tan-Tan, você disse a palavra chave-certa! "libertou". Pronto, acabou! Depois que conhecemos a LIBERDADE, nunca mais nos permitimos aprisionar. Brindemos à VIDA, à LIBERDADE! Beijos!
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